fbpx

Opinião: Responsabilidade? Prazer, eu sou João Pedro

Crédito: Lucas Merçon / FFC

No começo do ano a torcida não sabia o que esperar do time. Principalmente o ataque, já que Pedro estava machucado e não confiava em Luciano e Everaldo para fazer gols. O Tricolor contratou Yony González, Luciano começou a acertar, Everaldo dava assistências. A torcida passou a ficar mais tranquila, gols foram saindo, vitórias épicas, muitas finalizações.

Algumas boas notícias foram chegando, Pedro está retornando, João Pedro é uma esperança. Por outro lado, perdemos Everaldo, mas João Pedro já é uma realidade. Pedro foi convocado, João Pedro meteu três gols, Yony se machucou, João Pedro fez de bicicleta, Luciano quer ser transferido, João Pedro é o principal nome do ataque Tricolor agora.

De promessa a número um no pelotão de frente, foram 15 jogos e nove gols. A jovem estrela foi encontrando espaço e, com muita personalidade, mostrou que a responsabilidade de comandar o Fluminense ele mata no peito. Com 17 anos, já vendido para a Inglaterra, nada disso parece segurar a vontade do jovem jogador.

Após o jogo contra a Chapecoense, o Campeonato Brasileiro vai parar devido a Copa América. Nesse meio tempo, Diniz vai reorganizar o time para que as vitórias voltem a ser notícia após os jogos. E o João Pedro vai continuar apresentando o seu grande futebol, para o Brasil e o Mundo, pena que por pouco tempo no Brasil…

Opinião: Trabalho é feito com confiança

Crédito: Lucas Merçon / FFC

Perder nunca é fácil. Ver o seu time de coração acumular derrotas, não levantar um título relevante há sete anos machuca os torcedores. Diante disso, o técnico é sempre o principal culpado. O futebol no Brasil é imediatista e, sem resultados, a torcida pede a cabeça do treinador. Diante disso, muitos torcedores estão insatisfeitos com Fernando Diniz. Mesmo considerando a hipótese, que não considero acertada, de efetivar uma demissão, quem chegaria para o seu lugar?

Todo treinador precisa de tempo e material humano para formar uma equipe competitiva. Antes de iniciar 2019, o time do Fluminense era totalmente sem perspectiva. Sornoza foi vendido, Richard, Jadson, Gum, Gilberto e Pedro machucados. A torcida criticava muito Everaldo e Luciano, ou seja, total desilusão. Fernando Diniz chegou, criou um padrão de jogo, recuperou alguns nomes, outros chegaram e jogaram bem. Hoje, muitos especialistas elogiam o time do Fluminense.

Claro que as derrotas são doloridas e difíceis de digerir. Também não gostei da escalação do Airton, também quero Mascarenhas na lateral esquerda e o Caio no meio. Mas quero dar o voto de confiança ao Fernando Diniz. Não é fácil lidar com os problemas que rondam o Fluminense. Salários atrasados, sem patrocínio, baixo público, briga política. Gerir tudo isso e evitar que o time receba o impacto é bastante complicado.

Porque o futebol europeu está há anos luz à frente do praticado por aqui? Existe confiança no trabalho do treinador. Nem sempre a derrota é determinante. O Klopp perdeu algumas finais, inclusive não ganhou nada pelo Liverpool até a final da Champions. Nunca teve o cargo ameaçado. Não estou comparando Diniz ao Klopp, mas nem sempre é possível ser campeão. É preciso elenco qualificado e equilibrado. O Flu conseguiu pinçar bons jogadores. Matheus Ferraz é um exemplo, Yony González, Caio Henrique, Nino, são bons nomes, mas é preciso de mais, laterais, reservas que joguem na mesma qualidade.

Esse ano, desde o início seria de tentar brigar por algum título nos torneios de mata-a-mata e não cair no Brasileiro. Estabelecendo o trabalho de Diniz, com nova diretoria, talvez a chegada de um patrocinador e outras contratações, ano que vem poderá ser melhor. Mas a confiança tem que existir, sem ela, nem Klopp, Guardiola ou qualquer outro poderia fazer um bom trabalho.

Opinião: Quanto vale um ídolo?

Crédito: Divulgação / FFC

O Fluminense é uma fábrica de jovens valores. Thiago Silva, Marcelo, Roger, Alan, Pedro, João Pedro, Marcos Paulo, se voltar no tempo teremos Ricardo Gomes e Edinho. O Tricolor é apontado como um dos principais clubes formadores do Brasil. Na mesma medida do destaque positivo, o clube também é conhecido por não conseguir vender bem seus jogadores.

Diante de uma saúde financeira calamitosa, já há bastante tempo, os dirigentes que passam pelo Flu têm sempre o álibi perfeito, vender é preciso e receber alguns milhões de reais já é o suficiente. O problema disso é a falta do retorno esportivo que o jogador possa dar. Títulos, adesão de sócio torcedor, bilheteria. Pensar na receita apenas na venda do jogador é um remédio amargo, quando a vacina para a situação do clube poderia ser a manutenção deles.

É compreensível vender jogadores, principalmente na realidade do futebol brasileiro. O problema é que a lógica está inversa. Explico, em um time da base com 20 nomes, por exemplo, podemos ter dois craques, cinco bons jogadores e mais alguns que compõem o elenco. A lógica deveria ser, manter os dois craques e vender os bons jogadores. Daí o time ganharia na quantidade vendida e criaria a identidade com a torcida.

Claro que depois que esses craques tivessem dado frutos no time profissional, a venda seria inevitável, porém, por valores que de fato valeriam a pena. Vender o João Pedro por € 10 milhões de euros é uma lástima. Claro que, quando o negócio foi fechado, poucas pessoas teriam a certeza que o jogador iria decolar logo de cara no profissional. Mas, quem acompanha o futebol de base também tinha expectativa que ele teria um futuro brilhante.

A torcida espera que o próximo presidente do Fluminense saiba valorizar melhor a base tricolor. Porque ali está o futuro do time, o caminho para voltar ao lugar de destaque no futebol brasileiro.

Opinião: Hora de abraçar o time

Crédito: Divulgação

A torcida Tricolor vem sofrendo, desde 2012, com a falta de motivos para sorrir. Após ganhar o Tetra Brasileiro, o clube entrou em um declínio onde passou a fazer figuração nos torneios. Tirando alguns bons momentos, a realidade passou a ser a fuga do rebaixamento, salários atrasados, time sem padrão de jogo definido e o esvaziamento dos jogos por parte dos torcedores.

Em todo cenário de crise e problemas, é fácil encontrar os responsáveis e fazer acusações. Esse lugar comum está posto, sendo evidente os problemas nos últimos anos. Porém, encontrar as soluções que é difícil.

Ainda sem conseguir se firmar financeiramente, todos podem fazer um pouco para ajudar o Fluminense a sair dessa situação. O padrão de jogo foi encontrado no comando de Fernando Diniz. Ganhando ou perdendo, todos reconhecem o estilo do time. Você olha para o jogo e sabe a forma que o Flu vai jogar. Isso é importante para tentar não continuar na sina de participar do Campeonato Brasileiro para fugir do rebaixamento e avançar. Quem sabe uma vaga na Libertadores? Ganhar a Sul-Americana ou a Copa do Brasil…

Quando o time encontra seu padrão de jogo e os resultados começam a sair, entra a função da torcida. Abraçar a equipe é de grande importância para fazer a engrenagem da máquina Tricolor funcionar.

Mosaico da torcida Tricolor!

Com o time se esforçando e ganhando jogos de equipes apontadas como melhores, caso esse do Cruzeiro, a torcida tem que comprar a ideia que ela precisa ocupar o seu lugar. Isso influência outra questão. Sem patrocínio principal, a bilheteria passa a ter grande relevância na geração de receita. Fazer o Maracanã dar lucro, não é fácil. Porém, um público de 30 mil sempre dará lucro. Pode não ser muito, mas já ajuda um clube com tantos problemas financeiros.

Após tantos anos sem dar gosto de ver uma partida bem jogada pelo Fluminense, Diniz conseguiu resgatar isso com seu estilo de jogo. Futebol jogado com a bola no pé. Se a torcida comprar essa ideia, provavelmente o time irá evoluir mais rápido com a confiança. Pedro, João Pedro, Marcos Paulo, além é claro do Ganso, Luciano, Yony, Allan, Gilberto, Matheus Ferraz e Nino. O elenco do Tricolor, no papel, pode não ser dos melhores, mas tem jogado o seu melhor, vamos abraçar esse time!

Top