Incentivo financeiro em busca da vaga para a Libertadores

Diretoria tricolor fez uma aposta em pagamento de bichos por vitórias no Brasileirão e repartição do prêmio da CBF. A receita para o sucesso do Fluminense no Campeonato Brasileiro teve vários ingredientes. Além da química em campo e do bom ambiente fora dele, o aporte em premiações também fez parte da surpreendente caminhada tricolor de volta à Libertadores depois de oito anos.

O clube conviveu mais um ano com salários atrasados, mas a diretoria manteve bom relacionamento e confiança com o grupo, evitando insatisfação. O site Ge apurou que durante o Campeonato Brasileiro, foram de R $ 150 mil a R$ 300 mil por vitórias para serem divididos entre jogadores e funcionários. 

Outra promessa feita com o elenco, comissão técnica e funcionários do departamento de futebol foi repartir o prêmio pago pela CBF pelo desempenho no Campeonato Brasileiro. Com a quinta colocação, o Fluminense irá receber R$ 25,1 milhões pela campanha, e 20% dessa quantia (aproximadamente R$ 5 milhões) será usada internamente como premiação pelo resultado obtido na Série A.

Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC

Fonte: Ge

Vaga direta na Libertadores trará benefícios ainda maiores

Já garantido na Pré-Libertadores, o Fluminense luta por uma vaga direta na fase de grupos da competição continental, por isso, o tricolor vai até a Vila Belmiro nesse domingo, às 18h15, pensando na vitória a qualquer custo para buscar o G-4 do Campeonato Brasileiro. 

A recompensa caso alcance G-4, é gigante. Será o significado de retorno esportivo e financeiro para o clube. O dinheiro entrando será maior, mais tempo de descanso ao fim do Campeonato, além de maior folga para se preparar para as competições. 

O site Ge listou algumas das vantagens que o Flu terá caso consiga o objetivo:

Tempo de descanso para os jogadores é uma delas, afinal, com o calendário apertado, as datas estipuladas pela Conmebol para a segunda fase da Pré-Libertadores são entre 9 e 11 de março – ou seja, apenas duas semanas após o Brasileirão. O que reduziria a quase zero os dias de descanso para o elenco. 

Já a fase de grupos está prevista para iniciar apenas entre os dias 20 e 22 de abril, o que daria ao Fluminense mais de um mês e meio para descanso e preparação.

Chegada de Roger Machado e entrosamento de possíveis reforços, com a vaga direta, o clube ganhará não só tempo de recuperação e treinamentos, mas também de ambientação. A começar pelo técnico Roger Machado, já apalavrado com a diretoria para a temporada 2021. 

Além do treinador, chegarão novos jogadores. Um já está registrado, o zagueiro Rafael Ribeiro, por empréstimo junto ao Náutico. Outro já está apalavrado: o lateral-direito Samuel Xavier, ex-Ceará. É possível que haja novas contratações. A lateral-esquerda, o meio e o ataque são as prioridades.

Outro fator importante é o financeiro, indo direto para a fase de grupos, o tricolor já terá garantido em seus cofres R$ 16,2 milhões de reais em premiações. O Fluminense terá direito a US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões) por partida como mandante.

Por último, mas não menos importante, entra a questão do risco de ficar sem competições internacionais, pois, as equipes eliminadas na fase 1 e 2 ficam sem competições continentais até o fim da temporada. 

Fonte: Ge 

Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC

Fluminense enxerga Libertadores como salvação no campo e cofres, veja as possibilidades do clube de classificação

Com a final da Copa do Brasil entre Grêmio x Palmeiras, dois times que estão no G-6 do Brasileirão, as possibilidades momentâneas de classificação aumentam, ou seja, no momento vira um G-7, e o tricolor está justamente em sétimo lugar na tabela. 

Diante desse atual cenário, o Fluminense enxerga suas chances de buscar a tão sonhada vaga na competição continental aumentar. Segundo cálculos do departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), são de 25,3%.

Com 40 pontos, o clube trabalha com 60 para garantir uma vaga na Libertadores. Mas com essa vaga a mais, o corte pode ficar ainda menor. Se mantiver a posição atual no fim do campeonato, o tricolor não só voltaria para a competição internacional que não disputa desde 2013, como embolsaria R$ 22 milhões de reais, reduzindo o déficit por não ter alcançado objetivos no início do ano como quartas de finais da Sul Americana e sexta fase da Copa do Brasil, causando prejuízo de cerca de R$ 9 milhões.

Desde 2006, quando o Campeonato Brasileiro passou a ser disputado no formato pontos corridos com 20 clubes, apenas duas vezes o sétimo colocado obteve mais de 58 pontos. Isso significa que mais seis vitórias em onze jogos devem bastar para o tricolor.

Foto: Mailson Santana/FLUMINENSE FC

Fonte: Uol

Fluminense renegocia dívida com a PGNF e reduz sua dívida com o governo em quase R$20 milhões

O Fluminense deu mais um passo para reestruturar e suas finanças, quando fechou um acordo no início desse mês de dezembro, com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão público encarregado de cobrar dívidas com o governo, para renegociar seus débitos e conseguiu um desconto de 30% sobre o que deve de impostos.

Da quantia de aproximadamente R$ 63 milhões devida pelo clube ao governo, o Fluminense conseguiu uma redução para cerca de R$ 44 milhões no saldo devedor, que foi parcelados em 145 meses – pouco mais do que 12 anos. As parcelas inicias são na faixa de R$ 200 mil, e a diretoria já quitou a primeira referente ao mês de dezembro.

A redução foi possível através do mecanismo de transação tributária, instituído pelo presidente Jair Bolsonaro em 2020. A Lei 13.988 diz que dívidas fiscais podem ser renegociadas com novos prazos e descontos aplicados a juros, multas e encargos. Além do Flu, o Cruzeiro é outro clube brasileiro que também já fez este tipo de acordo com a PGFN.

Com a renegociação, o Fluminense evita riscos de penhoras por parte do governo pelos próximos 12 anos. A busca por acordos em várias áreas tem sido uma salvação para o clube sobreviver e conseguir pagar as contas, como por exemplo o acerto com o espólio de Nello Bianchi, autor do processo do Casarão em Laranjeiras, que desbloqueou R$ 2,8 milhões no início da pandemia da Covid-19.

Foto em destaque: Lucas Merçon/FFC

Fonte: GE

Análise do Itaú BBA alerta sobre possível piora nas finanças do Fluminense

Não é novidade para nenhum torcedor Tricolor o grande problema financeiro que o clube atravessa, contudo, uma análise do Itaú BBA alerta para uma possível piora no já combalido cofre das Laranjeiras.

Em seu relatório anual de clubes divulgado na última terça-feira (28), o banco ressaltou que no atual modelo, o clube vive no processo de “enxugar gelo”, ressaltando ainda que a atual receita não dá conta de pagar as dívidas.

O banco ressalta ainda que caso não haja uma mudança, a citação financeira do clube pode ficar ainda pior.

Veja:


Fluminense é mais um dos clubes que opera no processo de enxugar gelo. Porém, por mais que faça ajustes e cortes de custos, enfrenta uma condição de endividamento tão alto que o atual porte de receitas é incapaz de dar conta sozinho de servir a dívida.
Sendo assim, o problema é que vira um círculo vicioso, pois o clube é obrigado a buscar financiamentos operacionais para pagar passivos refinanciados, usa a venda de atletas para tapar buracos operacionais e o impacto de tudo isso é um ajuste lento.
O clube precisa encontrar um equilíbrio que parece distante. Ou seja, isso significa reduzir ainda mais os custos e entrar num risco de enfraquecimento maior do elenco, com risco de rebaixamento. Mas como operar um endividamento tão alto com receitas insuficientes para servi-lo?
Não há segredo. É preciso vender ativos, encerrar atividades deficitárias, reduzir custos, alongar passivos. Ou o clube não sairá desse círculo vicioso, que 2020 deixará ainda pior.

Vale lembrar que o Fluminense possui uma dívida total de R$ 642,5 milhões. De acordo com o balanço financeiro de 2019, a dívida tricolor cresceu 2% (R$ 13,5 milhões) no intervalo de um ano.

Flu tem prejuízo no ano de mais de 2,4 milhões com o Maracanã

Em 2019, o Fluminense teve novamente a disponibilidade de mandar os seus jogos no Maracanã. Porém, o clube sofreu financeiramente com os custos do estádio. Confira os gastos que o Flu teve em todos os jogos na temporada jogando como mandante.

(Foto: Reprodução) planilha elaborada por Felipe Malamace

Com esses dados, podemos tirar algumas boas conclusões da temporada tricolor:

  • Fora o jogo contra o Antofagasta, em todos os outros jogos da Sulamericana, o Fluminense conseguiu obter lucro. Ressaltando que o jogo contra o Corinthians foi o maior público do Flu no novo Maracanã.
  • Por esse motivo, a Sulamericana é tão importante para o Fluminense hoje em dia. O torcedor abraça a competição continental.
  • O jogo contra o CSA, que o Flu perdeu por 0x1 tendo mais de 30 finalizações, foi o divisor de águas para a torcida. Esse jogo causou a demissão de Fernando Diniz e a torcida nunca mais compareceu como antes.
  • Apesar dos preços promocionais de ingressos, o Flu não conseguiu mais obter lucro com o Maracanã até o fim do Brasileirão, mesmo com a “casa-cheia” nos jogos de reta final.
  • Após a chegada de Oswaldo de Oliveira e Marcão, o futebol do Fluminense caiu muito. O que causou um afastamento da torcida, acostumada com o futebol no estilo Fernando Diniz.

O Flu precisa urgentemente achar uma solução duradoura que acabe com esses prejuízos que o clube tem com o Maracanã. Seja fechamento de setores, melhoras no plano de sócio torcedor, entre outras maneiras. Há de esperar uma nova coletiva do presidente Mário Bittencourt para perguntar sobre.

Saudações Tricolores,

João Eduardo Gurgel

Mário Bittencourt revela ter pago cerca de 110 milhões em dívidas e alivia as contas do Flu

Na entrevista coletiva desta sexta-feira, o presidente Mário Bittencourt falou mais sobre a situação financeira do Fluminense. Ele revelou quanto já foi gasto pela diretoria em pagamentos de dívidas e o acordo feito com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para acabar com os bloqueios referentes a processo pela venda de Wellington Nem ao Shakthar Donetsk, da Ucrânia, ainda em 2013.

— Já pagamos de dívida desde que assumimos R$ 76 milhões e 200 mil. Foi Profut, o 13º salário de 2018, já pagamos ato trabalhista, salários atrasados, acordos trabalhistas e cíveis. Tínhamos um bloqueio, de um processo antigo, da venda do Wellington Nem. Pagamos o restante do processo. Diante da nossa atitude e credibilidade, a construir um acordo e na semana passada conseguimos fazer um acordo. Lá na frente, o presidente que tiver não terá de pagar a parcela do Profut e vai poder usar isso, por exemplo, no time de futebol, salários, enfim. Isso vai ajudar o Fluminense ao longo de sua história. Pagamos cerca de R$ 110 milhões de dívidas. Isso inclui R$ 31 milhões que estavam bloqueados – afirmou o presidente.

Saudações Tricolores,

João Eduardo Gurgel

2020 MELHOR! Flu consegue liberação de valores, quita dívidas e adianta 60 meses do Profut

Já não é de hoje que vimos o Fluminense com graves problemas financeiros e por muitos, sem uma solução em curto prazo. Porém, sempre em seus discursos, Mário Bittencourt sempre ressaltou que estava trabalhando incansavelmente para quitar as dívidas tricolores. E parece que está cumprindo com o que disse!

Após quitar três meses de salários com o elenco e funcionários, em reunião do conselho na última segunda, o presidente informou ter quitado a dívida com o PROFUT e ter pago 60 meses do financiamento de forma adiantada, após ele conseguir um acordo com a Procuradoria da República, que desbloqueou os valores penhorados na justiça referentes a venda de Wellington Nem, ainda na gestão do ex-presidente tricolor Peter Siemsem.

Peter no Flu (Foto: Campos 24h)

Além disso, Mário informou que, com isso, pagará impostos atrasados e deu um grande passo para quitar a dívida e se aproximou da tão sonhada CND – Certidão Negativa de Débito.

APROFUNDANDO…

Em todo o processo envolvendo a venda de Wellington Nem, havia penhoras de 15% sobre TODAS as receitas do clube. O início disso tudo se deu quando o Flu recolheu uma quantia de R$ 7,5 milhões, numa conta em juízo. Naquela época, esse valor girou em torno de R$ 41 milhões, que eram cobrados pela Procuradoria da Geral Fazenda Nacional (PGFN).

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Mário está tentando colocar o Flu em ordem (Foto: Lucas Merçon/FFC)

No acordo feito, o clube não conseguiu a liberação dos valores para os cofres tricolores, mas conseguiu que os mesmos fossem revertidos no pagamento das dívidas tricolores junto ao ProFut e demais impostos, que ao mesmo tempo, estavam atrasados e impossibilitando a retirada das CNDs, que impedem o Flu de fechar acordos com o poder público e estatais (caso do Estádio do Maracanã).

O acordo foi o seguinte:

  • R$ 10 milhões foram destinados ao pagamento dos impostos atrasados;
  • R$ 31 milhões serão utilizados para quitar a dívida existente junto ao Profut, além de um pagamento antecipado de 60 parcelas.

Esse acordo ainda será homologado pela juíza da vara tribunal onde está correndo o processo. Mas como a própria Procuradoria é parte no instrumento celebrado, a homologação e os pagamentos são questão de tempo até serem negociados.

Saudações Tricolores,

João Eduardo Gurgel