Para avançar na Copa do Brasil, Flu terá de quebrar outro jejum

Com o resultado negativo na partida de ida (1×0), o Tricolor, para se classificar sem a necessidade de pênaltis, terá que vencer por dois gols de diferença, o que não acontece desde dia 15 de março, quando bateu o Vasco por 2 a 0.

Nesta terça-feira (24) o Fluminense terá pela frente sua ‘partida do ano’, diante do Figueirense, no Maracanã, às 21h30, em duelo válido pela terceira fase da Copa do Brasil. E para avançar na competição sem susto, isso é: sem precisar decidir a vaga nos pênaltis, o time de Odair terá que buscar algo inédito, desde que a bola voltou a rolar no país, que é vencer por dois gols de diferença. A ultima vez que isso aconteceu foi a mais de cinco meses, ainda pela Taça Guanabara.

Outro ponto a ser destacado é que, o Fluminense disputou 13 partidas, sendo 11 oficiais e dois amistosos, e apenas em uma oportunidade o time conseguiu fazer dois gols dentro dos 90 minutos, que foi na vitória sobre o Internacional, por 2 a 1, pela 3° rodada do Brasileiro.

Mesmo com dificuldades para criar jogadas perigosas, o Tricolor chega para esta ‘decisão’ confiante após uma vitória fora de casa, e além disso, com uma atuação convivente, onde a equipe conseguiu marcar três vezes, mas apenas um foi validado.

Foto Mailson Santana/Fluminense FC

Fluminense já tem data para enfrentar o Figueirense em jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil

O Fluminense já tem a data definida de quando voltará a campo pela Copa do Brasil, quando enfrenta o Figueirense, pela terceira fase do tormeio.

O Tricolor que vai precisar reverter o placar de 1 a 0 contra, sofrido no jogo de ida, em Florianópolis, dia 11 de março, ainda antes da parada do futebol por conta da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

A nova data foi confirmada pela CBF, nesta segunda-feira (10), quando anunciou a partida para o dia 25 de agosto, uma terça-feira, às 21h e 30.

Flu perde chances no Orlando Scarpelli e vê poder cair contra Figueirense

Evanilson perde rendimento como ponta, e Marcos Paulo desperdiça gol feito de centroavante. Time cria só três chances claras em 90 minutos e volta a passar em branco após quase um mês

A nova formação do Fluminense não funcionou, e o time perdeu por 1 a 0 para o Figueirense no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil, no Orlando Scarpelli. Mas a escalação não foi igual a que vinha convencendo nas últimas partidas? Sim, só que com trocas de funções no ataque.

O time até começou da forma que todo tricolor já aprendeu a escalar neste início de temporada: Wellington Silva pela direita, Marcos Paulo como meia-atacante na esquerda, Evanilson de centroavante e Nenê na armação. Mas na metade do primeiro tempo, Odair Hellmann optou por uma variação que já tinha em mente.

Depois da goleada sobre o Resende, o técnico admitiu em entrevista coletiva a vontade de testar Evanilson atuando pelos lados. E decidiu experimentar diante da dificuldade que o Fluminense tinha para criar no início do jogo. Evanilson e Marcos Paulo inverteram de função e passaram a jogar nas posições que começaram na base, enquanto Wellington passou para a esquerda.

Mas tal inversão custou caro. Como homem de referência na área, Marcos Paulo perdeu duas das únicas três chances criadas em 90 minutos: a primeira por mérito de Sidão, que fez grande defesa, mas a segunda por pura displicência, ao entrar sozinho cara a cara com o goleiro e chutar fraco.

Se ele ainda assim foi participativo, Evanilson, por outro lado, foi mal como ponta-direita: não conseguia ser produtivo no ataque e sentiu dificuldades ao recompor para ajudar a marcação – errou um recuo que quase resultou em gol do Figueirense. Quando voltou a ser centroavante após a saída de Marcos Paulo já não tinha mais pernas.

  • O Evanilson iniciou por dentro, mas até os 20, 25 minutos do 1º tempo não tínhamos conseguido na parte ofensiva quebrar essa linha de marcação baixa do adversário. E como em todos os outros jogos temos essa troca de função, essa movimentação, essa liberdade ofensiva… Tentamos trazer o Wellington para o outro lado, o Marcos Paulo para dentro, tentando mexer nessa variação ofensiva, porque não estávamos criando dificuldade. Mas não conseguimos desequilibrar – explicou Odair.

E Wellington Silva, que chegou a fazer bons jogos pelo lado direito, foi muito mal na esquerda. As variações, que tinham como objetivo confundir a marcação do Figueirense, acabaram afetando o poder de fogo do próprio Fluminense.

Nenê, atuando mais como um atacante que como um armador, também não conseguia quebrar as linhas da equipe catarinense. Ainda desperdiçou uma boa chance no fim. Ao longo do 2º tempo, Odair botou Ganso no lugar de Wellington Silva e Fernando Pacheco na vaga de Marcos Paulo, mas os dois também não conseguiram mudar o panorama do jogo.

Resultado, uma derrota para o fraco time do Figueirense, que é apenas o quarto colocado no campeonato catarinense, e que complica o Fluminense em mais uma competição importante na temporada.

Fonte: Globo Esporte

Foto: Lucas Merçon