fbpx

Flamengo se aproveita de fragilidade política do Flu para assediar jogadores da base tricolor

Rubro-negro teria tentado levar ao todo 40 meninos do tricolor.

Já dizia Nelson Rodrigues: o Fla-Flu começou 40 minutos antes do nada. E foi mais ou menos isso que aconteceu. Há pouco mais de 24h da realização do primeiro clássico de 2018 entre as duas equipes, surgiu uma notícia para preocupar os tricolores.

Uma apuração do repórter Pedro Gilio, do Esporte Interativo revelou que o rubro-negro se aproveitou do momento instável na política do Fluminense para tentar levar cerca de 40 meninos da base tricolor, entre o sub-7 e o sub-13 para a Gávea, numa operação que teve início no final de 2017.

A direção rubro-negra confirmou o interesse nos atletas do rival, e confirmou que 10 jovens já trocaram Xerém pela Gávea. De acordo com o clube, os próprios pais dos garotos procuraram o time da Gávea insatisfeitos com as condições do Fluminense, entendendo que a infraestrutura do Fla é melhor e vai ajudar seus filhos a evoluírem ainda mais. O Flamengo ainda informou que tais transferências são comuns no meio do futebol.

Por sua vez, o Fluminense informou que apenas seis atletas deixaram a base do clube para atuar no rival, todos eles entre os 7 e 9 anos de idade, sendo ainda de acordo com o tricolor, que um deles já teria retornado para Xerém, após passagem frustrada pelo rival.

Desejo dos pais x Plano de formação no tricolor

Ainda de acordo com a reportagem do EI, parte dos pais que foram procurados pelo rubro-negro preferiram acreditar no Plano de formação do Fluminense, onde conta inclusive com o projeto Flu-Europa, que dá a oportunidade de alguns atletas atuarem no STK Samorin, da Eslováquia.

Por outro lado, os que optaram pela troca alegaram as raízes rubro-negra, onde os pais têm o desejo de ver o filho vestindo a camisa na qual é torcedor. Outro temor foi o medo do projeto tricolor não ir adiante devido ao frágil momento político nas Laranjeiras.

Vale destacar ainda que desde 2014 existe no futebol brasileiro um código de ética que é aplicado nas categorias de base. Esta norma pode ser aplicada em caso de interesse de um jogador deixar o seu clube, com este podendo vetar a ida para outra agremiação. Porém, isso não acontece com atletas menores de 10 anos, como foi o caso.

 

ST,

Douglas Wandekochen

Top