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Apesar de tudo, classificados

A partir de domingo, quando aconteceu o fechamento do aeroporto de Sucre, onde a delegação ficaria hospedada, os bastidores nas Laranjeiras se agitaram. Ninguém sabia se haveria jogo, nem se deveriam viajar. A Conmebol se limitou a determinar o prazo de um dia – que, diga-se, foi desrespeitado – para dar resposta. A CBF, como normalmente faz, se escondeu, sem interferir no imbróglio. Era um contexto complicado, tenso, que comprovava a dificuldade do jogo em Potosí. Se o clube encontrou percalços antes mesmo de chegar lá, imagine quando a bola rolasse? Prato cheio para o futebol e suas zebras atacarem. Aqui, não.

Sem se aclimatar à altitude, o time partiu para Potosí, a 4.067 metros, e enfrentou o adversário, a falta de ar e o frio. Resistiu aos problemas durante todo o primeiro tempo, e, depois, com os jogadores esgotados, sofreu. O que é normal, em se tratando de Fluminense. Nós, tricolores, é que sabemos, né?

Pressionando com cruzamentos e chutes de longa distância, que ganhavam força com o ar rarefeito, o Nacional abriu 2 a 0. O máximo. Mais que isso, pênaltis ou classificação deles.

Depois que o placar passou a comprometer a vaga – mais que merecida – do clube mais amado do Brasil, os guerreiros, mesmo cansados e desabando a todo momento, pela situação desumana que foi atuar no estádio Victor Agustín Ugarte, se superaram. Tiraram forças de onde nem existia mais, recuperaram um gás que havia se acabado há tempos.

Fizeram nada menos do que representar o Fluminense em sua essência: guerreiro, valente e brigador. Como a gente quer, como deve ser.

O tão esperado apito final ecoou. Era a confirmação da continuidade na Sul-Americana e, especialmente, de que vale a pena se entregar por essas três cores.

Guerreiros, time de guerreiros. Que, apesar de tudo, estão classificados.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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Afastado, Thiago Santos cita destaques do Nacional e dá dicas ao Fluminense

Afastado do Nacional por empurrar o treinador, com quem teve atritos a partir do duelo com o Fluminense, em abril, no Maracanã, Thiago Santos aconselhou os brasileiros a como se comportar diante de 4.067 metros acima do nível do mar. Nascido no Rio, o jogador prevê dificuldades, mas aposta na juventude tricolor para superar o problema.

– O Fluminense terá dificuldade. Muita gente não conhece e diz que é psicológico. Mas é muito difícil. O Vasco foi a Sucre, que não é tão alto, e os jogadores não conseguiam correr, não conseguiam fazer nada. Em Potosí, é mais difícil ainda. Eu, para conseguir fazer o que fazia fora da altitude, demorei dois meses para me adaptar. Nos primeiros dias, você tenta, mas dá um pique e já cansa, não consegue recuperar. Vai ao ataque e não consegue voltar correndo. Pode até ser que o Flu não sofra tanto, pois tem muitos jogadores jovens. Eles têm mais fôlego, correm mais, não cansam – explica.

Conhecedor do estilo de jogo do Nacional, Thiago Santos cita Reina e Salazar, os principais destaques do ex-clube, e aponta o maior perigo aos zagueiros brasileiros dentro de campo.

– O time joga em função do atacante Reina. Ele tem muita qualidade, é muito rápido, está aclimatado à altitude, fez oito gols no campeonato, a maioria em Potosí. Há outro colombiano, o Salazar, que é o pilar do time, chuta bem de fora – informa.

Em 2007, o Flamengo saiu da terceira cidade mais alta do mundo com um empate, em 2 a 2, com o Real Potosí. A postura adotada pelo Rubro-Negro, segundo Thiago, é a mais indicada para o Tricolor: priorizar a posse de bola.

– A estratégia do Fluminense tem que ser que nem a do Flamengo, quando veio jogar contra o Real Potosí: ter a posse de bola. Porque, se você tem a posse de bola, é o adversário que vai correr atrás. Não adianta ficar querendo só se defender, porque virá bola aérea, bola de todos os lados. E aí, quando o time pegar a bola, vai estar cansado e vai dar chutão para frente – diz.

Apesar de passar dicas sobre o Nacional e macetes para atuar nas alturas, úteis para Abel Braga, Thiago Santos nega torcida pelo Fluminense, por manter amizade com os ex-companheiros.

– Vou torcer pelo Nacional. Tenho que torcer. Tenho muitos amigos lá, que ficaram tristes com minha saída, que me apoiaram. Independentemente do que passou com o treinador, tenho muito carinho com o clube. Isso vale mais do que qualquer orgulho que eu pudesse ter em ver o time perder por causa de um treinador que me fez coisas ruins.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.

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Júlio César sente falta de reconhecimento do clima e enfatiza união do grupo

Os protestos na Bolívia, especialmente em Sucre, prejudicaram o Fluminense. A delegação precisou se hospedar em Santa Cruz de La Sierra, que está a nível do mar, e ficou impedida de se adaptar à altitude boliviana. Conforme o novo planejamento, o time viaja a Potosí, palco do jogo contra o Nacional, a 4.067 metros, na manhã desta quinta-feira.

Depois do trabalho no Centro de Treinamento do Blooming, na tarde desta quarta-feira, Júlio César conversou com a imprensa e reforçou o discurso de Richard, apostando na garra tricolor para conquistar a vaga para a segunda fase da Sul-Americana.

– Essa questão da logística por causa das questões políticas que o país passa nos atrapalhou um pouquinho. Mas vamos ter que superá-la. É um time de guerreiros, que se destaca pela união – afirmou.

Em 2017, o Fluminense encarou 2.800 metros em Quito, no Equador, quando duelou com a LDU. Na ocasião, o elenco teve um primeiro contato com o clima antes da partida, o que faltou desta vez.

Ano passado, fizemos o reconhecimento no dia que antecedeu o jogo e nos ajudou muito, principalmente pela questão da velocidade da bola – constatou.

A velocidade da bola, alterada em razão do ar rarefeito, também foi lembrada por Frazan, presente àquele jogo de setembro passado, como um problema. Provável titular, o zagueiro demonstra tranquilidade quanto à altitude.

– Ano passado, não senti muita dificuldade, não. Só a bola que ficou muito rápida. Vamos preparar bem o psicológico e ir para o jogo, que vai dar tudo certo – disse.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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Richard admite temor pela altitude e destaca: ‘Jogo de guerreiros’

Mesmo com a vantagem de 3 a 0, placar no Maracanã, o duelo desta quinta-feira, frente ao Nacional, em Potosí, promete cobrar do time a luta e a alma de 2018. Ao falar com a imprensa em Santa Cruz de La Sierra, onde a delegação está hospedada, Richard previu dificuldades e um ‘jogo de guerreiros’.

– Eles já estão acostumados a jogar na altitude. Nós, não. Para eles é uma vantagem. O resultado que fizemos em casa foi importantíssimo. Mas, independente do placar que fizemos, será um jogo difícil. Será aquilo que é a cara do time, o que temos sido. Este jogo será de guerreiros – falou.

Os primeiros percalços foram encontrados no Brasil, quando ainda havia um imbróglio acerca da realização do jogo. Com os protestos contra o governo boliviano, o aeroporto de Sucre, onde o elenco se aclimataria ao ambiente, a 2.819 metros, e a estrada de acesso a Potosí foram fechados.

Desta forma, houve uma mudança de planos: o grupo fica em Santa Cruz de La Sierra, a nível do mar, treina no Centro de Treinamento do Blooming e, quinta-feira, sobe à cidade da partida, a 4.067 metros, sem se adaptar à altitude.

– Seria bom termos um primeiro contato antes, seria importante. Mas, se não tivermos, o mais importante será a concentração. Manter a posse de bola será importante para não ficarmos correndo e matarmos o jogo quando tivermos a oportunidade – declarou o volante.

Embora pregue foco, Richard confessa estar preocupado com o que encontrará nas montanhas. Prestes a estrear na altitude, o camisa 25 conta que, quando há relatos de companheiros que viveram a experiência, prefere nem ouvir.

– Eu nunca joguei (na altitude), é a primeira vez. A galera vem falando isso, aquilo, e você vai ficando até meio assustado. Eu pus o fone no ouvido e procurei não ouvir, para concentrar mais no jogo. Só na hora em que chegarmos lá, quando formos aquecer, é que vamos ver como é que é.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.

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Abel cita Vasco como exemplo e pede cautela na Sul-Americana

Treinador lembrou a derrota do Cruz-maltino por 4 a 0 após vencer pelo mesmo placar no Brasil.

O Fluminense enfrenta o Nacional Potosí na próxima quinta-feira (10) pelo jogo de volta da primeira fase da Copa Sul-Americana. Apesar de ter ganhado a primeira partida por 3 a 0 no Maracanã, o técnico Abel Braga cobra cautela de seus comandados e usa o Vasco como exemplo – Cruz-maltino venceu o Jorge Wilsterman por 4 a 0 em São Januário pela pré Libertadores e sofreu o revés pelo mesmo placar na Bolívia, cobseguincoa classificação somente nos pênaltis –

– É algo que preocupa muito e isso que aconteceu com o Vasco está vivo na nossa memória. Vamos precisar ter força ofensiva, nos defender muito bem e reduzir os espaços para cruzamentos e chutes de fora da área. O triunfo no jogo de ida nos dá uma tranquilidade para sentir o jogo, mas está longe de ter nos garantido a classificação, pois existem fatores atípicos envolvidos neste cenário – comentou o treinador.

– Se tivéssemos feito mais um gol no Maracanã acho que seria uma vantagem confortável, mas 3 a 0, e jogando na altitude agora…- concluiu Abelão.

 

ST,

Douglas Wandekochen

foto: Lucas Merçon
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