Fluminense confirma ausência de Léo contra o Nacional

Clube ainda não confirmou a presença do jogador na partida de volta, em Montevidéu.

O Fluminense anunciou no iniinída tarde desta terça-feira (23) que o lateral direito Léo será desfalque da equipe na partida de ida contra o Nacional, nesta quarta-feira (24), no Nilton Santos.

De acordo com a informação do clube, o jogador que já havia desfalcado a equipe contra o Atlético Mineiro, no último domingo (21), teve um edema detectado na coxa direita e com isso, será desfalque mais uma vez.

Ainda de acordo com o clube, o jogador não tem presença confirmada para a partida de volta, em Montevidéu, no Uruguai. Ficará realizando tratamento no CTPA (Centro de Treinamento Pedro Antônio), para estar a disposição do treinador.

Com isso, Marcelo Oliveira terá de improvisar para escalar o time, uma vez que Gilberto segue contundido e, Igor Julião, titular contra o Galo, não está inscrito na Sul-Americana. As opções do treinador passam a ser Dodi ou Matheus Norton, com a possibilidade ainda de usar Jadson deslocado.

 

ST,

Douglas Wandekochen

foto: Lucas Merçon

Flu divulga primeira parcial para jogo da Sula com setor já esgotado

O setor Sul, que cobco com ingressos mais acessíveis, já está esgotado.

 

O Fluminense divulgou na manhã desta segunda-feira (22) a primeira parcial de ingressos já vendidos para o jogo desta quarta-feira (24) contra o Nacional, do Uruguai, em partida válida pela quartas de final da Copa Sul-Americana no estádio Nilton Santos, o Engenhão.

Com check in aberto desde a última quinta-feira (18), o Tricolor informou que mais de 5 mil ingressos já foram adquiridos pelos torcedores.

O setor Sul, que conta com ingressos mais acessível, a partir de R$10, já está esgotado. Sócios ainda terão desconto em todos os setores, podendo chegar até 100%.

 

ST,

Douglas Wandekochen

foto: Divulgação

Potosí, a terceira cidade mais alta do mundo: como a altitude pode afetar o Fluminense?

Às 21h45 de quinta-feira, o Fluminense inicia o jogo que decide o classificado à segunda fase da Sul-Americana. Apesar do 3 a 0 no Maracanã, a delegação lida com um temor: a altitude. Casa do Nacional, Potosí é a terceira cidade mais alta do mundo, a expressivos 4.067 metros. Mas, como o problema pode afetar o elenco? Canal FluNews explica, com a ajuda do doutor João Felipe Franca, médico do esporte e do exercício. 


Por que os brasileiros sofrem ao jogar na altitude?

Embora atinja qualquer pessoa acostumada ao nível do mar, o ‘mal da montanha’ tende a ser mais agressivo quando há esforço físico, ligado ao futebol. Maiores riscos, contudo, estão associados aos mal-condicionados fisicamente.

Os jogadores brasileiros são desabituados a treinar, por exemplo, a mais de 2 mil metros, quando o ar se torna rarefeito, mais pesado, e menos oxigênio circula. Por isso a dificuldade em atuar a elevadas altitudes.

Dr. João Felipe Franca: “Os atletas brasileiros costumam sofrer ao jogar futebol na altitude porque não têm o hábito de se exercitar em alta intensidade nas montanhas com mais de 2 mil metros de altitude, que é a altura em que o ar começa a ficar significativamente mais rarefeito, com pressão parcial de oxigênio 25% mais baixa em relação ao nível do mar”.


Ano passado, alguns tricolores foram a Quito, quando ocorreu o reencontro com a LDU, e sentiram o desgaste – mesmo com o 2 a 1 adverso, os cariocas se classificaram pelo gol fora de casa. No elenco de 2018, há quem nunca tenha conhecido a altitude, como Richard e Pablo Dyego.

Richard, nesta terça-feira, na chegada ao hotel:

– Tem a questão da altitude. Nunca joguei nestas características. É procurar se tratar bem. Será um jogo muito difícil, independente da vantagem que fizemos em casa.

Pablo Dyego, na segunda-feira, em entrevista:

– Nunca tive essa experiência, é a primeira vez. Vamos ver como será. Espero que dê tudo certo. Temos de encarar.

Dr. João Felipe Franca: “Apesar de terem ido uma vez para a altitude, isso não os faz se adaptar diferente dos que nunca foram. Eles podem, sim, pela experiência anterior, saber identificar melhor os sintomas e, com isso, se prevenir, se poupar, e até entender melhor que a possível queda de performance pode estar relacionada à altitude”.


O que mais impacta o corpo e quais são os sintomas?

Quanto maior a altitude, menor a pressão atmosférica. Cada vez mais rarefeito, o ar perde moléculas de oxigênio e, assim, prejudica o corpo humano e provoca diversos efeitos, cuja ocorrência e intensidade variam de organismo para organismo.

Normalmente, os sintomas se dividem em três estágios. Leve, quando há dor de cabeça, náusea ou dormência de extremidades; moderado, quando acontece falta de ar ou tontura; e grave, caracterizado por desmaios, confusão mental e, em casos mais sérios, até a morte.

Dr. João Felipe Franca: “Os sintomas, geralmente, manifestam-se de seis a dez horas após a subida e desaparecem em um ou dois dias. Mas, ocasionalmente, podem se desenvolver condições mais graves. Os esforços agravam os sintomas. Portanto, pode ser ainda mais prejudicial chegar no dia do jogo”.


Abel Braga, duranta a semana, sobre a realidade de Potosí:

– Não tem condições jogar com uma altitude de 4 mil metros. É desproporcional. Até o dia em que morrer alguém. Num dia em que um se for no campo, tomarão providências.


Como a altitude pode afetar um jogo de futebol?

No que diz respeito ao rendimento em campo, a altitude causa fadiga e, às vezes, incapacidade de raciocínio. A mais de 4 mil metros, nem a bola escapa. Ela tem sua velocidade alterada, em virtude do ar rarefeito, assim como os chutes. O que pode ser uma importante arma para os times.

Dr. João Felipe Franca: “Primeiro, a bola tende a correr mais, os chutes saem mais fortes, devido à pressão atmosférica mais baixa e à menor resistência do ar. Segundo, os jogadores não aclimatados tendem a ter fadiga mais precoce. O frio da altitude pode, também, influenciar negativamente os atletas que não têm aclimatação ao jogo no frio. Os efeitos variam de um indivíduo para o outro, sem relação com a idade em si. Sem dúvida, há queda de performance em todos”.


Como prevenir os incômodos?

O ideal é se aclimatar ao ambiente local com antecedência. Como a mudança de planos do clube impediu o processo, é necessário que a subida ocorra lentamente, com paradas ao longo do caminho. No entanto, a tendência é que a delegação vá de avião a Potosí, diferente do que havia sido combinado – antes, a viagem seria por estrada, bloqueada por protestos na Bolívia.

Dr. João Felipe Franca: “O recomendado seria subir a 2.500 metros e ficar, pelo menos, um dia. Depois, subir de 500 metros a 1000 metros por dia, até chegar à altitude de 4 mil. De avião, é pior e aumenta a chance de haver sintomas e queda de rendimento num esporte de alta demanda energética, como o futebol”.


Entenda o imbróglio:

O planejamento do Fluminense esbarrou nos percalços encontrados ainda no Brasil. Como recomendado por especialistas, o elenco se aclimataria ao ambiente do país sul-americano. Mas protestos contra o governo boliviano resultaram no fechamento do aeroporto de Sucre, onde os jogadores passariam pela adaptação, a 2.810 metros, e até o bloqueio da estrada de acesso à cidade da partida.

Os relacionados tiveram de se hospedar em Santa Cruz de la Sierra, onde se faria apenas uma escala, a nível do mar. O que significa que a ida a Potosí ocorrerá justamente no dia do jogo.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

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