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Fluminense busca patrocínios para compensar receita reduzida em 12% em 2019

Aprovado em reunião vazia no Conselho Deliberativo, na última terça-feira, o orçamento para 2019 prevê redução de receita em 12% se comparado ao ano passado, o que pode comprometer ainda mais a condição financeira nas Laranjeiras. Estima-se que caia de R$ 242 milhões para R$ 212 milhões.

Houve uma alteração no pagamento dos direitos televisivos, principal fonte de dinheiro ao Fluminense. Os valores são baseados no desempenho no Campeonato Brasileiro. Foi projetado que a equipe consiga uma colocação intermediária na tabela, o que significa uma diminuição de R$ 21 milhões em novo comparativo com 2018.

Desse modo, o clube procura alternativas para compensar o rombo orçamentário. Entende que pode conseguir R$ 36 milhões em patrocínios, o dobro do que fora imaginado para a última temporada, e R$ 25 milhões em bilheterias. De acordo com o Conselho Fiscal, por onde o projeto passou até ser apresentado, o aumento na estimativa é explicado pela obtenção da CND (Certidão Negativa de Débito).

Oposicionista à gestão, o conselheiro Sergio Poggi considera improvável que o Tricolor consiga chegar à verba calculada com patrocinadores e arrecadações em jogos. Ele lembra, ainda, o episódio em 2017, quando a Caixa ofereceu R$ 11 milhões, proposta recusada pela diretoria.

– O futebol brasileiro está perdendo o seu maior patrocinador, que é a Caixa. Então, é complicado imaginar que o Fluminense vá conseguir aumentar essa receita até porque estamos em fevereiro e ainda não conseguimos nada. Sem falar que o banco ofereceu R$ 11 milhões em uma negociação com o clube no passado. Também temos de desconfiar da questão da bilheteria, afinal, a cada jogo temos prejuízo no Maracanã.

A expectativa no Fluminense, segundo a peça, é que se gaste apenas R$ 6 milhões em processos judiciais. No entanto, a quantia não se enquadra na realidade, dizem opositores. Por exemplo, só a Unimed-Rio cobra R$ 35 milhões pelo não repasse dos lucros referentes aos direitos econômicos de jogadores negociados.

Existem, também, diversas ações judiciais, problema que provocou, inclusive, bloqueio de R$ 33 milhões na Justiça, principalmente pelos impostos em atraso e custos com atletas dispensados ao fim de 2017. Por isso, o Flu encontra dificuldades em manter em dia o Profut, o Ato Trabalhista e a folha salarial, que gira em torno de R$ 4 milhões.

– Foi colocado algo irrisório perto da nossa necessidade. Temos ainda o caso das dispensas ao final de 2017, as ações trabalhistas e de empresários que não receberam a sua parte em vendas – concluiu Poggi.

Setores como Recursos Humanos, Financeiro, Contábil, Administrativo, Jurídico, Marketing, Arenas, Comunicação e TI prestam serviços a todas as áreas do clube. Assim, situacionistas defendem que estes gastos estão inclusos no futebol.

Pode haver investimentos no Centro de Treinamento, a depender de parcerias. Para a nova rua de acesso, o muro no local, o campo 3 e a transferência de todo o departamento de futebol, o desembolso deve ser de R$ 10,6 milhões, montante do qual o Tricolor não dispõe.

Com o auxílio em consultoria da Ernst & Young, o Fluminense, de acordo com o que pensam pessoas ligadas ao clube, passou a demonstrar melhor a realidade e até a seguir uma diretriz mais moderada, como no caso da receita esperada com transações de jogadores: R$ 40 milhões – contra R$ 67 milhões em 2018. Quase metade desta quantia foi conseguida só com a negociação de Ibañez para o Atalanta.

Aliás, o Conselho Fiscal elogiou a maneira como a direção desenvolveu o orçamento, destacando, em parecer, o “comprometimento geral da gestão” pela queda nas despesas, de R$ 204 milhões para R$ 189 milhões.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.

 

 

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