Em primeira coletiva após parada da pandemia, Hudson faz duras críticas pela volta apressada do Carioca

Um dos líderes do atual elenco, o volante Hudson foi o escolhido para conceder a primeira coletiva do Fluminense após a parada forçada pela pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). O jogador que vem sendo um dos mais atuantes nós posicionamentos contrários à volta do futebol, não poupou críticas ao ser perguntado sobre o tema:

– É lógico que é muito difícil jogarmos futebol, que é o esporte do país, que comove o país inteiro, paixão de milhares de torcedores que vivem por isso e parecer que não está acontecendo nada lá fora. O maior exemplo disso é o Maracanã, que tem um hospital de campanha dentro do complexo e a gente fazer um gol e ter uma pessoa morrendo do lado. Isso é, no mínimo, estranho, é falta de humanidade, é não pensar no próximo. Talvez as pessoas responsáveis por toda a programação, pelo calendário, não estejam agindo com a maior humanidade possível, estejam agindo por interesses externos e internos – disse o jogador.

Veja a coletiva na íntegra:

Foto em destaque: Divulgação/FFC

Vice do Flu, Celso Barros classifica reunião entre presidentes de Flamengo e Vasco com Bolsonaro como “desserviço à população”

Os presidentes de Flamengo e Vasco se reuniram na última terça-feira (19) com o presidente da República, Jair Bolsonaro, tendo como tema principal o retorno imediato do futebol brasileiro.

O encontro gerou grande polêmica, com diversas opiniões contrárias a atitudes, como a de Celso Barros, médico e vice presidente eleito do Fluminense, que por meio de suas redes sociais, classificou como: “desserviço à população” o encontro.

Celso Barros ainda aproveitou a oportunidade para dar uma “cutucada” no governo federal, que vem se mostrando extremamente contrário as medidas de isolamento social, chegando inclusive a citar uma das falas mais polêmicas do presidente quando comparou em discurso oficial a Covid-19 a uma “gripezinha”.

Apesar de ter 38 funcionários infectados pelo Coronavírus, Ferj diz que Flamengo é exemplo a ser seguido

O Flamengo anunciou na manhã desta quinta-feira (7) que havia realizado uma testagem em massa em seu departamento de futebol, detectando 38 funcionários com infecção pelo novo Coronavírus (Covid-19). Apesar disse, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) elogiou a abordagem do clube.

De acordo com a entidade, o clube da Gávea “é um exemplo a ser seguido”, declarou o presidente da Ferj, Rubens Lopes.

Mesmo com o número de infectados confirmados, o Flamengo segue mantendo a idéia de retornar aos treinos na próxima semana, o que vai de encontro com ideia da Ferj, que chegou inclusive a liberar o retorno das atividades na última segunda-feira (4), tendo no entanto a autorização vetada pelo governo estadual e municipal.

Procurada pela reportagem do jornal Extra!, A Federação enviou uma declaração:

– O Flamengo fez o que todas as empresas deveriam fazer: testar os seus funcionários e promover as ações médicas para cada caso, o que foi feito dentro dos padrões técnicos. Tudo fruto da consciência, responsabilidade e observância do protocolo que o futebol do Rio de Janeiro desenvolveu com participação ativa dos médicos de todos os clubes (Jogo Seguro). A meu ver um exemplo a ser seguido – informou a Federação.

Vale destacar que o Fluminense vem sendo uma espécie de oposição à tentativa da federação de retomada do Campeonato Carioca neste mês, se posicionando inclusive contra uma volta aos treinos no CT sem antes receber uma autorização assinada por órgãos de saúde liberando as atividades.

Vale destacar ainda que desde o último sábado o elenco tricolor já participa de treinos remotos com orientações dos profissionais do clube por vídeoconferência com cada jogador realizando as atividades de casa.

Vice do Flu, Celso Barros se diz contrário a volta do futebol em maio: “voltar agora seria contrariar as recomendações de saúde da maioria do mundo”

Vice presidente do Fluminense, Celso Barros segue afastado do clube, principalmente agora, em tempos de isolamento social. Contudo, apesar das opiniões diversas com grande parte do departamento de futebol, numa delas as partes seguem alinhadas: na volta do futebol.

Fluminense e Botafogo vem dando demonstrações e posicionamentos contrários a volta do futebol de imediato, mais precisamente, em maio – desejo esse de Flamengo, Vasco, Ferj e até do presidente Jair Bolsonaro.

E nisso, Mário Bittencourt e Celso Barros, presidente e vice presidente respectivamente, seguem o mesmo pensamento: de que seria precipitada uma volta do futebol em meio ao número crescente da pandemia em todo país.

Celso Barros, que é médico, usou seu Instagram pessoal para expressar sua opinião, onde citou exatamente o aumento do número de casos e o iminente colapso da saúde em todo país. Confira:

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Tomei conhecimento hoje do parecer do Ministério da Saúde a respeito do possível retorno dos treinamentos e jogos do futebol brasileiro. Na minha opinião como medico, o parecer é daquele tipo que tenta explicar o nada com coisa alguma, com todo o respeito. São inúmeras ressalvas, que ao meu ver, inviabilizam o retorno das atividades neste momento, ao contrário das conclusões finais do documento. Estamos assistindo um aumento significativo do número de óbitos e casos. Estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Pernambuco, Amazonas, Maranhão e alguns outros denotam quase um colapso, nas Unidades de Saúde. Os óbitos se acumulam, demonstrando que pessoas estão morrendo em casa, nos carros, na porta dos hospitais e evidentemente dentro deles. Segundo todas as lideranças políticas e médicas de todo o mundo, a única medida que temos hoje é continuar mantendo o distanciamento social. Vários trabalhos estão sendo feitos na busca de medicamentos e principalmente de vacinas que sejam eficazes no tratamento da doença. Mas no entanto, ainda não temos resultados definitivos. É claro que o isolamento, principalmente nas camadas mais vulneráveis da população, torna-se ainda mais angustiante. Cabe ao governo liberar de forma mais rápida os recursos para atender as necessidades desta enorme fatia do nosso povo. Voltar agora ao futebol significa contrariar as recomendações das autoridades da maioria do mundo. Falando especificamente do Fluminense, seria acomodar no Centro de Treinamento aproximadamente algo em torno de cinquenta pessoas por treinamento. Além disso, todos esses profissionais têm familiares, o que poderia aumentar o risco de contágio para todo este grupo. Sendo assim, tudo isso me parece um desejo do governo federal de tentar mais uma vez desconsiderar as medidas de distanciamento social. Volto a afirmar, que esse meu posicionamento é feito como médico e como vice-presidente geral do clube. Deixo claro que quem manifesta a posição do clube é o presidente Mário Bittencourt, que pelo que tenho visto, tem tido uma posição correta em relação ao assunto. Reitero também, que não fui consultado pelo presidente. Saúde a todos. Que Deus nos proteja. ST 🇭🇺

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Foto em destaque: Divulgação/FFC

Federação, clubes e até políticos, divergem sobre volta do futebol

O Brasil segue em estado de isolamento devido a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). No entanto, não é nenhuma novidade que governantes já forçam uma volta as atividades e até mesmo do futebol.

No cenário atual, o governo federal por meio da figura do presidente Jair Bolsonaro, é favorável a volta das atividades já em maio, assim como Ferj, Flamengo e Vasco.

Por sua vez, o governo estadual se mantém firme na cautela na volta das atividades e têm como “aliado” a CBF, além de Fluminense e Botafogo.

Contudo, a briga pela volta das atividades segue forte, inclusive com empresas que patrocinam as competições ameaçando tirar o time de campo. Interlocutores do presidente também forçam uma volta das atividades, pois enxergam que o futebol pode servir como exemplo de que a reabertura gradual da economia pode dar certo. Ele, inclusive, sugeriu Brasília para a continuidade do Campeonato Carioca.

Em meio as pressões, a CBF já indica uma possível volta dos treinos em maio, o que no entanto, depende da autorização dos governos. No Rio, inclusive, Flamengo e Vasco já articulam nos bastidores uma maneira de sensibilizar o governador Wilson Witzel para liberação das atividades.

Fluminense e Botafogo seguem a mesma linha e contam com o apoio da CBF, que não vêem condições de determinar qualquer data para o retorno das atividades.

Depois das férias, o Fluminense já anunciou a volta do seu elenco ao trabalho, no entanto, de forma individual para cada atleta que terão treinos específicos de forma remota, de casa.

Presidente da Ferj admite volta do Estadual com portões fechados

O Presidente de Ferj, Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, mantém firme a decisão de retomar o estadual.de onde parou – duas rodadas finais e finais da Taça Rio, além de uma possível final do estadual.

Com isso, Rubinho tem a intenção de retomar o estadual já em maio, contudo, a volta pode ser sem a presença de público no estádio, ainda devido a pandemia do Novo Coronavírus (Covid-19).

Independentemente do momento que venham ser permitidas as partidas, entendemos como sendo mais prudente reiniciar com portões fechados. É uma hipótese que não pode ser descartada – afirmou Rubinho.

Ainda na visão do dirigente, embora a entidade tenha a intenção de retomar o Campeonato em maio, uma volta só será possível com houver uma permissão por parte dos órgãos competentes.

Presidente do Vasco, Alexandre Campello, diz que clubes devem priorizar o Brasileirão

Suspenso desde a metade de março por conta da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), os Campeonatos estaduais seguem com um grande ponto de interrogação e, no Rio, não é diferente.

Após o presidente da Ferj, Rubens Lopes, confirmar a continuidade do torneio, o presidente do Vasco, Alexandre Campello, pediu uma prioridade dos clubes ao Campeonato Brasileiro, chegando a pedir o o encerramento do estadual caso a paralização se prolongue:

Se ele (futebol) recomeçar em maio, acho que a gente consegue uma data para acabar com o estadual. Se for começar em junho ou julho, acho que fica extremamente difícil a gente adaptar o Brasileiro e o estadual. Acho que para os clubes grandes, se essa paralisação se estender muito, talvez o melhor fosse priorizar o Brasileiro e declarar um vencedor para o estadual, enfim, não concluir o campeonato regional – disse Campelo no podcast Dinheiro em Jogo.

Vale destacar que a próprio Ferj já anunciou paralisação de todas as atividades até o dia 30 de abril, podendo ser prorrogada dependendo da situação em torno da pandemia do Coronavírus.

Zagueiro Tricolor, Luccas Claro, manda recado de conscientização sobe Coronavírus

Zagueiro que vinha sendo titular do Fluminense no início da temporada, Luccas Claro, usou sua rede social para alertar o torcedor e toda população sobre a importância da conscientização a respeito da quarentena.

Em seu texto, o zagueiro lembrou também dos profissionais que lutam incessantemente na luta contra a endemia e pediu orações:

Foto em destaque: Lucas Merçon/FFC

Mário Bittencourt revela possibilidade em mudar calendário brasileiro por conta do Coronavírus

Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, concedeu entrevista ao canal a cabo SporTV, da Globosat, e revelou algumas estratégias para tentar minimizar os danos no futebol devido a crise da pandemia do Coronavírus, que paralisou o esporte em todo o mundo.

O Fluminense já está sofrendo as consequências como outros clubes estão, tivemos patrocinadores cancelando contratos, estamos sem receitas de bilheterias, venda de camisas… não temos como vender atletas, que também é uma fonte de receita. Eu vi uma matéria hoje que o Barcelona está sofrendo enormes prejuízos financeiros. Se ele está sofrendo, imagine os clubes do Brasil – disse o presidente.

Mário revelou ainda que já existe uma comissão com mais de 20 presidentes dos clubes, e que já estudam algumas alternativas para minimizar os danos da crise:

Existe uma comissão, faço parte dela. Fizemos uma videoconferência com mais de 20 presidentes de clubes e tentamos desenvolver uma proposta de acordo para serem levadas aos atletas e profissionais de futebol, para que a gente tente diminuir os prejuízos. Todos que vivem do futebol estão tento prejuízos e nossas ideia é preservar o maior número de empregos possíveis. É importante esclarecer muitas coisas. A nossa primeira tentativa: em razão da paralisação, vamos ter dificuldade em acabar o ano e concluir o calendário. Nossa ideia é antecipar as férias, para que a gente pudesse esticar o calendário até o dia 23 ou 28 de dezembro. Essa ideia seria para ganhar 30 dias. Pagamos 50% dessas férias no momento. Depois pagamos o restante no final do ano, sem trazer prejuízo financeiro aos atletas. Permanecendo nesse período de férias, a gente faria um período de treinamento individual, dando uma remuneração de 50% do salário e imagem, mantendo os treinos de casa, enquanto não tenha jogo. A proposta de acordo é se houver paralisação – completou o presidente.

Foto em destaque: Lucas Merçon/FFC

Técnico Tricolor, Odair Hellmann deixa recado aos torcedores

Em tempos de pandemia onde o mundo vem sofrendo com as consequências do Covid-19 (Coronavírus) o Fluminense tem mostrado grande consciência social.

Treinador do clube, Odair Hellmann, seguiu o mesmo exemplo e gravou um vídeo, de casa, orientando os torcedores a cuidarem dos mais vulneráveis ao vírus. Acompanhe:

Foto em destaque: Lucas Merçon/FFC