fbpx

Ex VP do Flu, Pedro Antônio esclarece dúvidas a respeito das licenças no CTPA

De acordo com Pedro Antônio, até 2017 todas as licenças estavam em dia.

Diante do acontecimento que abalou o país na manhã da último sexta-feira (08) quando o incêndio no CT do Ninho do Urubu deixou 10 mortos, a onda de preocupação com a chance de ter outra tragédia em outros CTs do país fez com que mentor e idealizador do CT do Fluminense, Pedro Antônio, desse algumas explicações de como anda o licenciamento no CTPA (Centro de Treinamento Pedro Antônio).

De acordo com Pedro, o CT do Flu teve todas as suas obras desde o início completamente licenciadas, inclusive com aprovação dos documentos que liberava a moradia parcial no local. Licenças essas aprovadas junto ao Corpo de Bombeiros, que certificou-se há época que haviam todos os equipamentos de segurança devidamente instalados.

Ainda de acordo com Pedro Antônio, outras licenças como as de ar condicionado e exaustão mecânica por exemplo, tiveram aprovação imediata na prefeitura.

O ex VP de Projetos Especias ainda informou que mesmo após sua saída do clube, junho de 2017, conseguiu a licença para que fosse feita a conclusão de aterro da rua que dá acesso ao CT, sendo essa licença a última feita por Pedro Antônio, na data de 31 de agosto de 2017, data essa informada pelo mesmo.

Para concluir, Pedro Antônio assume que de agosto de 2017 em diante a responsabilidade ficou toda a cargo do clube, que ao que tudo indica não deu andamento ao processo de licenciamento.

A equipe do Canal Flunews entrou  contato com o Fluminense, e até o fechamento desta matéria não obtivemos o retorno do clube.

Veja o esclarecimento de Pedro Antônio na íntegra: 

Prezados
A respeito dos comentários sobre as licenças do CT do Fluminense, tenho alguns esclarecimentos:

1) todas as obras no CT foram previamente licenciadas.

2) ao final da primeira fase que era a construção da academia, vestiários, piscina, 2 campos entre outros, demos início aos documentos finais para o habite-se parcial desta área.
3) para tal habite-se e a seguir o alvará, tudo deveria estar aprovado junto ao corpo de bombeiros e todos os equipamentos instalados. Todos os equipamentos tais como mangueiras, extintores etc foram devidamente instalados.
O processo de vistoria e aprovação nos bombeiros, foi dado entrada em 26/06/2017, com a devida taxa paga.

Os projetos de ar condicionado e exaustão mecânica também foram aprovados na Prefeitura.

Naquele mesmo mes de junho de 2017 fui sumariamente demitido e ninguém mais me procurou para tratar do CT.
Apesar da situação de estar fora do Fluminense compulsoriamente, segui me dedicando para terminar o licenciamento de aterro da rua.
Em 31/08/2017 a rua foi licenciada.

5) em 4/09/2017 mandei e-mail com cópia da licença e demais documentos para o Fluminense pedindo uma reunião para entrega de tais documentos originais e no mesmo e-mail pedi para “providências do Fluminense para designar junto aos diferentes órgãos, os responsáveis pelos diversos projetos / licenciamento”.

6) tal reunião ficou marcada para final do dia 11/09.

7) no dia 11 “gerente operacional – CT Barra” assim se intitula o Sr Gustavo Ribeiro, mandou mensagem e para a Cecília – advogada que por sinal depois mandaram embora, já que ele tinha um “compromisso com meu filho pequeno”.

7) em 16/10/2017 protocolei na secretaria de meio ambiente a baixa da minha procuração das obras do CT, já que não poderia seguir responsável a uma obra em que eu não tinha mais nenhum acesso.

8) o mesmo procedimento fiz junto à secretaria de urbanismo em 16/10/2017.

A poucos dias encontrei com o Presidente Abad e questionei sobre os acompanhamentos e processos junto à prefeitura e ele me informou que estava tudo em dia, conforme informavam a ele.

Infelizmente, pelo que vi nesta manhã no noticiário, apesar de não me encontrar no Brasil, nada foi concluído tanto de habite-se e o alvará.

ST
Pedro Antônio

Pedro Antônio vê renúncia como saída ideal e discorda de Assembleia: “Sou contra rasgar o estatuto”

Pedro Antônio compareceu às Laranjeiras neste sábado para acompanhar a Assembleia Geral, que ocorre desde 9h e se encerrará às 18h. O ex-conselheiro conversou com o Canal FluNews e se posicionou contra a mudança no estatuto sugerida por Pedro Abad. 

– Eu respeito o estatuto. Quem não respeitar a constituição máxima do Fluminense, que é o estatuto, não vai respeitar mais nada – disparou. 

Para o responsável pelas obras no Centro de Treinamento, na Barra, a opção ideal para o Fluminense seria a renúncia do presidente, possibilidade que está descartada.

– O mais importante é que eu sou a favor que o presidente saia. Ele já devia ter saído em dezembro, na reunião (na qual Abad expôs a proposta de antecipação da eleição). Se ele renunciasse, no dia de hoje, poderíamos estar votando um novo presidente – disse.

Pedro Antônio conversa com torcedores nas Laranjeiras. (Foto: Nicholas Rodrigues/Canal FluNews)

Pedro Antônio não assegurou sua candidatura à presidência, mas diz que vem observando possíveis cenários. Questionado sobre um eventual grupo ao qual se filiaria, ele despistou.

— Estou analisando. Vamos ver o resultado agora, como é que seria, quais são as situações. Só tenho um grupo, que se chama Fluminense.

Publicado por: Nicholas Rodrigues.


LEIA MAIS:Ricardo Tenório aprova Assembleia Geral: “Fluminense não aguenta duas eleições num só ano”

LEIA MAIS: Maioria apoia mudança estatutária, e eleição no Fluminense será remarcada

Pedro Antônio avalia possíveis cenários e pensa em candidatura à presidência

Em outubro, Pedro Antônio renunciou ao posto de conselheiro e garantiu que não concorreria à presidência. As decisões vieram comunicadas em uma carta, na qual questionou, também, a forma como o Fluminense tem sido gerido. Contrariando a si mesmo, o ex-vice-presidente de projetos especiais, hoje, considera uma possível candidatura nas eleições que, provavelmente, ocorrerão em março.

– Mudou todo o cenário político. Então, pode até ter uma alteração (nesse pensamento). Se houver um cenário de uma eleição agora e outra em novembro, não serei candidato nesse primeiro mandato. Mas, como mudou o cenário, estou olhando. Qual o problema? Dependendo de quem ganhar, não estar aberto a um projeto maior, de futebol empresa, social forte… Se for um mandato só, de quatro anos, não sei. Ainda vou estudar melhor para tomar uma decisão – revelou, em entrevista ao Globoesporte.com. 

A antecipação do pleito, que deve ser confirmada numa Assembleia Geral a ser marcada entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, está sujeita a ações judiciais, principalmente, por haver diferentes interpretações sobre o que diz o estatuto. Até por isso, Pedro Antônio se disse a favor de duas eleições no ano que vem – em março e novembro. Ele explicou o que entende como melhor alternativa para salvar o Fluminense do abismo financeiro.

– O clube tem que se estruturar para ter o futebol empresa separado do clube social. Fazer uma gold share, trazer investidores. Existe isso na Europa e conversei com pessoas de lá sobre isso. Tem que ter um projeto maior, para enxergar o Fluminense para 50 anos e não só para uma legislatura a mais. Estou menos preocupado com o processo eleitoral agora e muito mais preocupado em achar solução duradoura e definitiva.

Com nomes como Cacá Cardoso e Diogo Bueno, a coalizão “Fluminense Unido e Forte”, formada pelos grupos políticos MR21, Esperança Tricolor e Flu 2050, pretende levar um candidato à corrida eleitoral. Segundo o UOL, Pedro Antônio deve se juntar ao FUF, além de receber o apoio do Esportes Olímpicos, que é, como a Flusócio, aliado a Pedro Abad.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Top