Torcedor do Fluminense denuncia episódio de racismo no Morumbi

O Fluminense foi até São Paulo para enfrentar o tricolor paulista neste domingo (17), em jogo válido pela 17° rodada do Campeonato Brasileiro.

Um ato além do grande jogo proporcionado pelas equipe chamou atenção: um gesto de um homem vestindo a camisa do São Paulo imitando o que parecia ser um macaco em direção a torcida do Fluminense. O vídeo parou logo nas redes sociais através de um torcedor do Fluminense identificado como Brandão.

Em nota, o Fluminense se colocou à disposição do torcedor e solicitou celeridade nas investigações:

O São Paulo também se manifestou via nota e lamentou o episódio, além de se colocar à disposição para apurar os fatos:

Foto em destaque: Divulgação/FFC

Torcedores do Millonarios entoam insultos racista contra jogadores do Fluminense

Um vídeo nas redes sociais flagrou o momento em que torcedores do Millonarios proferiram ofensas racistas a jogadores do Fluminense durante a partida na última terça-feira. O Tricolor venceu por 2 a 1 no Estádio El Campín, em Bogotá, na Colômbia, pelo jogo de ida da segunda fase da Libertadores.

O vídeo foi publicado no TikTok “Los Tribuneros”, de torcedores do Millonarios, mas apagado depois. Mesmo assim, tricolores tem divulgado as imagens nas redes sociais e cobrado alguma ação da Conmebol. Há gritos de “macacos, macaquinhos de favela” após o gol de David Braz.

A reportagem tentou entrar em contato com o Fluminense para saber sobre possíveis ações, mas não obteve resposta. A conta que publicou o vídeo foi excluída das redes sociais.

Foto em destaque: Mailson Santana/FFC

Fonte: Observatório da Discriminação Racial

Atleta de natação Fluminense acusa segurança do clube de racismo

Luiz Felipe Ferreira da Silva, de 44 anos, pai de Gabriel Felipe dos Santos Ferreira, de 15 anos, atleta de natação do Fluminense, acusa um segurança do Tricolor de racismo, segundo informações do jornal Extra. O atleta, que está no clube desde 2019, não sabe se continuará treinando nas Laranjeiras, por medo.

O caso em questão aconteceu na última quinta-feira (20), dentro da sede do Fluminense. Após treinar na piscina das Laranjeiras pela manhã, o atleta pediu aos pais para continuar no clube, com seus amigos, ao invés de ir para a praia com a família.

Após lancharem, Gabriel e seus colegas, que estavam acompanhados de alguns adultos, voltaram para a piscina. Como a catraca para a identificação com impressão digital não estava funcionando, os sócios podiam seguir por uma roleta ao lado, que estava liberada.

Segundo Felipe e Gabriel, o segurança, que não teve o nome divulgado, abordou o jovem atleta três vezes, pedindo que mostrasse a carteirinha de sócio. Ele estava acompanhado de outras crianças, que seguiram pela roleta sem serem questionadas pelos seguranças. 

Gabriel explicou que usava a digital para passar pela catraca e que não tinha em mãos a carteirinha. Na terceira vez em que só ele foi abordado, o nadador questionou o motivo pelo qual somente ele teria de mostrar o documento, e ouviu um “abaixa a bola aí” do segurança do clube, que era branco.

“As pessoas me olham de cima a baixo. Infelizmente eu finjo que não vejo, que é normal. Porque acontece com bastante frequência esse tipo de postura, inclusive no clube. Mas, desta vez foi muito grave, na frente de todos. Me senti constrangido” conta Gabriel.

Ao deixarem a piscina e irem para as quadras de futsal, o mesmo segurança abordou os jovens, e pediu para que eles abrissem as mãos. Depois disso, Gabriel foi para o banheiro chorar e ligou para o pai. Felipe contou que o segurança justificou a abordagem porque achava que eles “estavam fumando maconha”.

Agora estou muito melhor, mas na hora foi meio difícil. Fiquei chateado porque ele me abordou na frente de todo mundo. Fiquei mal, chorei. Tive raiva, quis ir para casa. Meus amigos e meu irmão, que são mais claros que eu e não foram abordados, me apoiaram. Me acalmaram. Eram mais de 20 crianças“, conta Gabriel.

Assim que saíram do clube, Gabriel e a família foram até a 9ª Delegacia de Polícia, no Catete, para registrar queixa contra o funcionário, por racismo.

Em uma nota oficial, o Fluminense informou que abriu procedimento interno para apurar os fatos administrativamente e tomar as medidas necessárias “mesmo após a autoridade policial, procurada pela família do adolescente, ter entendido não ter havido qualquer conduta do colaborador que pudesse caracterizar ilícito penal. Ainda assim, tudo será apurado”.

O clube informou que “o colaborador já foi afastado de suas atividades e assim permanecerá enquanto durar a apuração por parte do clube”. Como faz parte da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), o funcionário não pode ser demitido.

Fonte: Jornal “O Dia”

Foto: Divulgação 

Fluminense se solidariza ao meia Gerson após jogador relatar ofensa racial no jogo entre Flamengo x Bahia

O Fluminense usou as redes sociais para se solidarizar ao meia Gerson, revelado pelo Tricolor, mas atualmente defendendo o Flamengo. O jogador acusou o colombiano Ramirez de injúria racial.

Na nota, o clube das Laranjeiras cobrou uma apuração com rigor ao caso e reforçou sua posição contra qualquer tipo de racismo.

Foto em destaque: Jorge Rodrigues/Agência Estado

“Não podemos aceitar tal afronta, temos que ser anti-racista, diz Marcão sobre caso de racismo no futebol

O técnico Marcão concedeu sua primeira coletiva após assumir o comando técnico do time principal do Fluminense, no lugar de Odair Hellmann.

Entre diversas pergintas sobre o clube, o treinador também falou sobre o recente caso de racismo que aconteceu no futebol, no jogo entre PSG e Istanbul Basaksehir, quando os jogadores das duas equipes abandonam o jogo após o quarto árbitro ser acusado de proferir palavras racista contra um integrante da comissão técnica do time turco.

– Eu acompanhei por alto, não consegui ver a matéria toda. Até vou ver se logo mais a gente consegue ligar pra uns amigos de lá de Paris. Mas pelo que a gente viu o movimento foi muito interessante, muito forte, e é a mensagem que a gente tem que deixar, que tem que ser dada, onde mais uma vez tivemos um caso muito sério e a gente tem que fazer esse movimento junto. De tudo que a gente acompanhou e viu, as duas equipes estão de parabéns pela atitude tomada naquele momento, porque em pleno século que a gente está vivendo não podemos aceitar tal afronta. Realmente a gente tem que ser anti-racista, temos que fazer o nosso movimento. Então que isso sirva de exemplo a todos nós, todos os países, e todas as pessoas que estão vivendo esse momento tão difícil, a falta de empatia, falta de paciência e educação de algumas pessoas. Então temos que enaltecer a postura das duas equipes e levar pra frente o que eles fizeram nesta partida.

Foto em destaque: Lucas Merçon/FFC

Wendel, ex Flu é anunciado pelo Zenit e é atacado com frases racista

O volante Wendel ex Fluminense e negociado pelo Sporting, de Portugal, ao Zenit, da Rússia, foi oficializado pelo seu novo clube, porém, uma atitude lamentável dos torcedores russos, marcou o anúncio do volante.

O clube usou suas redes sociais para anunciar a contratação do jogador, que recebeu ataques racista na postagem:

Foto em destaque: Divulgação/Zenit

Fluminense se posiciona em ato contra o racismo

Desde a morte do norte americano George Floyd, diversas manifestações anti racismo surgiram por todo o mundo, inclusive, no meio do futebol.

O Fluminense, não se absteve e também se posicionou contra o racismo através de suas redes sociais. Acompanhe

Fluminense aceita “desafio” e Marcão deve entrar com camisa diferente neste sábado

Foto: Divulgação/FFC

O jogo deste sábado (12) entre Fluminense e Bahia põe frente a frente Marcão e Roger Machado: os dois únicos técnicos negros entre os clubes da Série A do Brasileirão 19.

Diante deste fato, a organização Observatório da Descriminação Racial no Futebol lançou o “desafio” para ambos os treinadores entrarem com a camisa da causa contra o racismo no futebol.

E o Fluzão, por meio de seu twitter oficial convocou o Bahia a participar da causa:

O clube baiano usou a mesma ferramenta para responder ao Tricolor:

Organização sugere campanha no jogo entre Fluminense x Bahia

A organização Observatório da Descriminação Racial no Futebol sugeriu uma campanha no jogo entre Fluminense x Bahia, que acontecerá neste sábado (12) às 19h, no Maracanã.

O grupo que como o próprio nome já diz, luta contra o racismo no futebol, sugeriu aos clubes que os dois treinadores, únicos negros na Série A de 2019, entrassem em campo com a camisa da organização.

Vale ressaltar que Roger Machado já aderiu a campanha, inclusive já utilizou da camiseta.

Por sua vez, Marcão, ainda não vestiu da camisa, mas já declarou abertamente a necessidade de uma conversa sobre o tema.

Grêmio separa imagens para usar na busca por torcedor envolvido em caso de racismo na Arena

No dia seguinte ao 5 a 4 para o Fluminense em cima do Grêmio, um vídeo divulgado pela FluTV expôs mais um caso de racismo na Arena: alguém chamou Yony González de “macaco” enquanto o colombiano comemorava seu segundo gol no jogo.

Ambos os clubes divulgaram mensagem nas redes sociais condenando o ato. E o Grêmio comunicou que apuraria o crime. A direção gremista separou imagens de câmeras de segurança do estádio para identificar o responsável por cometer injúria racial. Por sua vez, o STJD, segundo informação da assessoria, vai analisar o caso.

– Já localizamos as imagens na Arena e estamos identificando o responsável. É preciso ter muita responsabilidade e cuidado em um caso desses, porque repercute na vida dessa pessoa. Como clube popular, o Grêmio não pode ter esse tipo de situação na torcida – revelou o diretor jurídico Nestor Hein.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.