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Pelé no Flu ? Portal revela histórias do Rei do futebol com a camisa Tricolor

O maior jogador de futebol de todos os tempos, o Reio Pelé, completa 80 anos nesta sexta-feira (23), e para celebrar a data, o portal GE publicou diversas histórias da grandiosa carreira do Rei do Futebol. Entre elas, o dia em que Pelé vestiu a armadura Tricolor.

O jogo porém foi longe do Brasil; um amistoso na Nigéria, em 26 de abril de 1978, quando o Fluminense reforçado por Pelé, enfrentou o Racca Rovers, vice campeão do nigeriano daquele ano.

Pelé em campo com a camisa do Fluminense realmente foi por acaso. Mas o fato de tanto o maior ídolo do Brasil quanto o clube brasileiro, ainda badalado pela “Máquina Tricolor” dos anos anteriores, estarem no mesmo local e horário não foi coincidência. O craque, que havia acabado de encerar sua carreira, viajou como garoto-propaganda da “Interbrás” para fazer o lançamento de vários eletrodomésticos no país africano. E assinou um contrato onde se comprometeu a jogar 45 minutos pela seleção nigeriana no amistoso contra o Flu, que aconteceu no dia 22 de abril de 1978, no Estádio Municipal de Lagos. O Fluminense passeou e fez 3 a 1 sobre a Nigéria com Pelé e tudo.

No segundo amistoso, diante do Racca Rovers, realizado em Kaduna, a 800 km para o interior do país, o Rei do Futebol iria apenas para receber homenagens, dar o pontapé inicial e uma volta olímpica para saudar a torcida. Mas com a multidão em polvorosa no estádio e arredores, o governador local ameaçou deixar o estádio e retirar o policiamento se o craque não jogasse. Mais do que os nigerianos, os tricolores é que agradecem:

– Rapaz, chegamos com estádio super lotado e mais uma multidão do lado de fora, a polícia batendo de chicote… Era um estádio bem pequeno, cabiam no máximo 10 mil pessoas. O Pelé estava com roupa de passeio, na hora que subiu tinham pessoas para recebê-lo e deram um traje típico. Ele chegou perto de mim e disse: “Olha a palhaçada que vou fazer”. Ele foi andando, abriu os braços com aquela roupa e saldou a torcida, aí o estádio veio abaixo – recordou o ex-goleiro Renato, o Aranha Negra.

O jogo terminou 2 a 1 para o Fluminense, sem g de Pelé, no entanto, para além do placar e do privilégio de jogar com o Rei, ficaram muitas histórias daquela aventura na África. No estádio em Kaduna, jogadores, comissão técnica e torcedores sofreram um ataque de um enxame de abelhas. A imprensa na época noticiou que um policial picado chegou a a perder o equilíbrio e cair do cavalo, enquanto o técnico Paulo Emílio se escondeu debaixo do banco de reservas.

Mas talvez os maiores perrengues que os jogadores tiveram foi com a alimentação. Diante da preocupação com a falta de higiene no país, a delegação proibiu até de beber água, recordou Renato. O goleiro, então, encomendou uma mala de mantimentos que foi levada pelo torcedor Antônio Barros, seu conhecido dos tempos de futebol de praia no Rio de Janeiro:

– Foi a salvação. Eu e o Tatu éramos vizinhos, e nossas mulheres eram muito amigas. Quando chegamos lá, um calor de louco, não nos deixavam nem beber água. Ficávamos tomando só cerveja. A comida também era uma coisa pavorosa, tinha uma carne que falavam que era de macaco… Aí bateu o desespero. Liguei para minha mulher, ela juntou 25 kg de alimento e mandou. Tinha pizza, lata de feijoada, queijo, patê… Não sei como essa mala conseguiu passar na alfândega (risos), foi uma benção de Deus. Quando chegou, falei para o pessoal: “Pega o pão, que coisa para pôr dentro eu tenho” (risos).

O Fluminense encerrou a excursão pela Nigéria com um terceiro amistoso, que terminou com um empate por 1 a 1 com o time Shooting Star, em Lagos. Antes deste último jogo, Pelé retornou ao Brasil e evitou novas surpresas. Quarenta e dois anos depois, os personagens seguiram suas vidas sem jamais esquecer dos momentos ao lado do Rei do Futebol.

Foto em destaque: Reprodução/Twitter

Fonte: GE.Globo

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