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Afastado, Thiago Santos cita destaques do Nacional e dá dicas ao Fluminense

Afastado do Nacional por empurrar o treinador, com quem teve atritos a partir do duelo com o Fluminense, em abril, no Maracanã, Thiago Santos aconselhou os brasileiros a como se comportar diante de 4.067 metros acima do nível do mar. Nascido no Rio, o jogador prevê dificuldades, mas aposta na juventude tricolor para superar o problema.

– O Fluminense terá dificuldade. Muita gente não conhece e diz que é psicológico. Mas é muito difícil. O Vasco foi a Sucre, que não é tão alto, e os jogadores não conseguiam correr, não conseguiam fazer nada. Em Potosí, é mais difícil ainda. Eu, para conseguir fazer o que fazia fora da altitude, demorei dois meses para me adaptar. Nos primeiros dias, você tenta, mas dá um pique e já cansa, não consegue recuperar. Vai ao ataque e não consegue voltar correndo. Pode até ser que o Flu não sofra tanto, pois tem muitos jogadores jovens. Eles têm mais fôlego, correm mais, não cansam – explica.

Conhecedor do estilo de jogo do Nacional, Thiago Santos cita Reina e Salazar, os principais destaques do ex-clube, e aponta o maior perigo aos zagueiros brasileiros dentro de campo.

– O time joga em função do atacante Reina. Ele tem muita qualidade, é muito rápido, está aclimatado à altitude, fez oito gols no campeonato, a maioria em Potosí. Há outro colombiano, o Salazar, que é o pilar do time, chuta bem de fora – informa.

Em 2007, o Flamengo saiu da terceira cidade mais alta do mundo com um empate, em 2 a 2, com o Real Potosí. A postura adotada pelo Rubro-Negro, segundo Thiago, é a mais indicada para o Tricolor: priorizar a posse de bola.

– A estratégia do Fluminense tem que ser que nem a do Flamengo, quando veio jogar contra o Real Potosí: ter a posse de bola. Porque, se você tem a posse de bola, é o adversário que vai correr atrás. Não adianta ficar querendo só se defender, porque virá bola aérea, bola de todos os lados. E aí, quando o time pegar a bola, vai estar cansado e vai dar chutão para frente – diz.

Apesar de passar dicas sobre o Nacional e macetes para atuar nas alturas, úteis para Abel Braga, Thiago Santos nega torcida pelo Fluminense, por manter amizade com os ex-companheiros.

– Vou torcer pelo Nacional. Tenho que torcer. Tenho muitos amigos lá, que ficaram tristes com minha saída, que me apoiaram. Independentemente do que passou com o treinador, tenho muito carinho com o clube. Isso vale mais do que qualquer orgulho que eu pudesse ter em ver o time perder por causa de um treinador que me fez coisas ruins.

Saudações Tricolores,
Nicholas Rodrigues.

Fonte: Globoesporte.com.

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