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Parabéns aos Guerreiros

 

Marcelo Jorand e André Ferreira de Barros

Avançavam as últimas primárias do Partido Republicano. Repórteres, então, resolveram fustigar James Baker. “E se ‘A’ for eleito Presidente dos Estados Unidos? E se o eleito for ‘B’?”. Com a pertinácia que lhe é peculiar, o ex Secretário de Estado dos E.U.A respondeu: “Nada muda! Os Estados Unidos são à prova de idiotas…”.

Galera, é forçoso reconhecer que o time do Fluminense vem surpreendendo, positivamente, a todos nós.

Júlio César vem, pouco a pouco, ganhando a confiança da torcida tricolor. Gilberto, noves fora a patacoada no jogo contra o Cruzeiro, vem dando conta do recado. Gum… bom, Gum é Gum, o Guerreiro Gum! Ele tem lugar cativo no coração da galera e, quando sair, do time já terá entrado para a História. Renato “Calopsita” Chaves, quando não se acha o novo Franco Baresi, dá pro gasto. Luan Peres – ou qualquer outro zagueiro que complete a trinca – até agora não deu sustos. Ayrton “Beijinho” é, seguramente, uma das duas maiores revelações do futebol brasileiro em 2018. Marlon, quando entra, mantém o nível do titular. Richard é um volante austero, mas importantíssimo para o time. Jadson queimou a língua de 99,99% dos torcedores. Ele joga tanto quanto Wendell, mas com menos máscara. Marco Jr. quando se concentra em jogar bola, o faz com eficiência.

Júnior Sornoza merece um parágrafo à parte. Como joga bola esse equatoriano! Mesmo sabotado pelo Pedro Abad – que poderia presenteá-lo com um companheiro de criação no meio-campo -, Sornoza é incansável no leva e traz (a bola). E não é só transpiração, não! Tem muita inspiração o Papá!

Pedro, evidentemente, também merece um parágrafo à parte. Ele enverga a mais pesada camisa do Fluminense, a número 9. Não por causa do Dourado, claro, mas devido ao Fred. Guardadas as sacrossantas proporções, tem se saído muito bem o garoto. É a outra grande revelação do futebol brasileiro em 2018. E mais, além de competência, ele parece ter estrela em jogos cascudos. Pedro “Vai te Pegar” já enfiou bola na rede de Flamengo, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Chapecoense (aqui comparada aos grandes por razões óbvias).

Claro, o Abelão também merece um parágrafo particular – ou melhor, um artigo particular, só pra ele. Nós, cinquentões, colocamos o Abel no patamar de Carlos Alberto Parreira (1984) e Nelsinho Rosa (1980 e 1985). Abelão faz o time tricolor jogar no limite do limite. Parece que a garotada corre por ele. Mas Abel não é um mero incentivador, apenas um cara bom de grupo. Abel é muito mais, arrumou o time – e isso não é pouco!

De mais a mais, o Fluminense tem o peso de sua centenária camisa, um peso de entortar o varal.

A gana dos jogadores somado ao excelente trabalho do Abel somado ao peso de nossa camisa impulsionou o Fluminense à vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Aliás, temos um encontro marcado com a liderança em Brasília, no Fla x Flu. E sou mais o Fluminense!!!

Voltando a James Baker, o Fluminense é forte, é fortíssimo, mas, infelizmente, não é à prova de incompetentes.

E não faltam incompetentes na Diretoria do Fluminense!

Já ouvimos um zumzumzum sobre as vendas do Pedro, do Ayrton e do Sornoza.

Putz Grilo!!

Desmancha-prazeres!!

Como dito num “live do Jorand”, “… o Fluminense não ganha por causa da Flusócio, ganha APESAR da Flusócio…”.

Saudações tricolores!

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