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Torcida Tricolor continua nas compras e esgota mais um setor do Maracanã

Foto: Divulgação/FFC

A torcida do Fluminense continua comprando de forma antecipada os ingressos para o confronto de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana contra o Corinthians na noite desta quinta-feira (29), no Maracanã.

Depois de.esgotar setores com Sul, Leste e Norte inferior, o Fluminense, por meio de sua conta oficial do Twitter informou que o setor mais caro do estádio, o Maracanã Mais, também está esgotado.

Com isso, embora o clube ainda não tenha divulgado uma parcial de forma oficial, o público estimado é de superior aos 50 mil pagantes, restando com isso apenas 5 mil para bater o número estipulado pela diretoria.

Um jogo. Dois derrotados

Já não é de hoje, aliás, bota tempo nisso, que a falta de inteligência dos dirigentes esportivos brasileiros, no presente caso, dos clubes cariocas e da Federação, tem protagonizado espetáculos dos mais esdrúxulos que não honram à memória e tradição do violento esporte bretão.
Sem fazer muita força, lembro-me do campeonato da dengue, onde tivemos sequência de W.Os., um outro, em que, ao final do jogo, Vasco e Botafogo deram a volta olímpica, cada qual arvorando para si o título daquele ano, ou ainda, o famigerado caixão de 2002.
Enfim, os exemplos são fartos e variados. Sendo que, o que não varia são as causas e efeitos dessa tragédia.
Como causas, impera entre os ineptos dirigentes a máxima da “lei de Gerson.”
Querem medir pequenas vantagens, querendo um dar uma de esperto sobre o outro e, no final das contas, todos saindo perdendo.
No caso em exame, confesso, tenho minhas dúvidas de quem teria razão nessa pendenga do lado da arquibancada.
A princípio, considerando que o Fluminense tinha ordem judicial ignorada pelo Vasco, sou tendente a dizer que assistia direito ao meu tricolor.
Mas, o Vasco, não se fez de rogado e, para não se sentir, sabe-se lá Deus porque, diminuído em sentar no lado Norte, passou a vender os ingressos do jeito que entendia ser.
Aí, foi a vez do Fluminense dar uma de machão. Seu presidente foi à imprensa e, irresponsavelmente convocou a torcida para, em suas próprias palavras, “uma guerra,” aceitando o tal lado Norte, mas já sabendo de antemão, que torcedores vascaínos já teriam adquirido ingressos também para esse setor.
Diria o Capitão Nascimento: “só podia dar merda.”
Em tempo, falava do torcedor. Pois é. Esse personagem tão fundamental ao encanto do futebol foi, literalmente, esquecido nessa tosca queda de braço entre Vasco x Fluminense e Ferj.
Sendo que, ainda que os ineptos dirigentes se esqueçam deles, os torcedores, existe uma prudente legislação que estabelece regras mínimas voltadas para a necessária segurança e conforto do torcedor.
Regras essas ignoradas pelos dirigentes, na sua quedinha de braço particular, mas que, aos 45 do segundo do tempo, diante das inúmeras pataquadas desses ineptos, a justiça fez o que lhe cabe: cumpriu a lei.

Resta indagar: Por que raios de razão Vasco x Fluminense e Ferj não tiveram a capacidade, ainda na sexta-feira, de sentar e fazer um acordo?
Respondo: Por que falta aqueles que estão a frente dessas entidades bom senso e visão. Um quis ser melhor do que o outro. E, todos eles saíram perdendo.

Mais uma triste página desse dantesco campeonato carioca

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