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Opinião:”Éramos três”

Foto: Arquivo Pessoal

Após a tenebrosa “jestão” da Flusócio (2011-2019) – algo comparável, em termos de trevas, apenas ao odioso Império Galáctico de Palpatine -, a formação do triunvirato foi uma lufada de esperança para a sofrida torcida tricolor.

Esperava-se, dos integrantes do triunvirato, uma sinergia – para usar palavra ao gosto da malfadada Flusócio -, de maneira que, em determinado ponto, as virtudes de um – ou de dois – refreassem os defeitos de um – ou de dois. Seria uma espécie de “sistema de freios e contrapesos” no “executivo” do Fluminense F.C.

De fato, parecia uma boa ideia – mais uma boa ideia na História da Humanidade.

Mas havia algo que inquietava a muitos tricolores, inclusive a mim. Afinal, três egos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Três, não, quatro, pois um dos integrantes do tencionado triunvirato tem o ego em dobro.

A conta parecia não fechar!

E a conta não fechou mesmo.

Num primeiro momento, Ricardo Tenório abandonou o barco. Mais, ele fundou a dissidência. Especulam-se várias razões para tal. Confesso que não sei o motivo realmente determinante.

Agora, Celso Barros – cujos méritos nos títulos nacionais de 2007, 2010 e 2012 não canso de reconhecer – é “rifado”, embora não formalmente defenestrado, eis que eleito vice-presidente do clube.

Do triunvirato original sobrou justamente aquele que achei – e temia – que sobraria, o Sr. Mário Bittencourt – ou SuperMário(®) para os mariominions.

E, desgraçadamente, um ego duplo ocupa muito lugar no espaço.

Pobre Fluminense!

Saudações tricolores!

Fim do triunvirato: Ricardo Tenório anuncia fim de aliança com Celso Barros e Mário

Foto: Nicholas Rodrigues/Canal FluNews

Tido pelos opositores como solução para o grande problema político do Fluminense, o triunvirato formado por: Celso Barros, Mário Bittencourt e Ricardo Tenório, chegou ao fim com Tenório anunciando a saída da chapa.

Em comunicado por escrito, o ex integrante do trio deixou claro que embora a oposição os apontasse como solução, a chapa ainda deixava por desejar em vários quesitos, até mesmo como a definição do candidato a presidente. Outros deles, Tenório deixou bem explicado no comunicado:

Veja o comunicado na íntegra:

Tenho pelo Fluminense uma paixão infinita e sempre que fui solicitado, ajudei o clube, como fiz em 2009, quando assumi a vice-presidência de futebol com o time praticamente rebaixado, conseguindo uma reação histórica com o chamado “Time de Guerreiros”.

Todos nós tricolores temos um profundo sentimento de gratidão com o que o Dr. Celso Barros fez pelo clube quando era Presidente da nossa antiga Patrocinadora, bem como reconheço o trabalho feito pelo Dr. Mario Bittencourt como advogado do nosso clube.

O Fluminense atravessa a maior crise da sua história e entendo que só conseguiremos superar este momento com união e sob o comando de alguém que tenha independência financeira, não tenha nenhuma relação econômica com o clube, consiga pacificar o cenário político e principalmente promova com austeridade uma gestão com governança profissional e transparência.

Nesse momento comunico o meu desligamento do chamado triunvirato, por entender que estes objetivos não serão alcançados.

Continuo, como sempre, a disposição do Fluminense.

Saudações Tricolores

Ricardo Tenório

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